Corrente alternada.  

 

2020

Duração: 2' 01"

O vídeo parte da apropriação de um trecho do filme “2001 – Uma odisseia no espaço” (1968), de Stanley Kubrick, especificamente o momento da descoberta do osso como ferramenta por um ancestral da espécie humana até o corte com a imagem de um satélite em órbita. O vídeo é montado a partir da alternância dos primeiros frames com os últimos. Ou seja, o primeiro segundo do vídeo é formado por 12 quadros do segundo inicial, intercalado com 12 quadros do último segundo do vídeo, totalizando os 24 quadros, e assim sucessivamente. O mesmo é feito com o som do vídeo. Essa alternância dos frames permite que o vídeo inicie com a imagem tanto do início do vídeo como do final, sugerindo ausência de um início ou de um fim ou direções alternadas da narrativa, permitindo também que esses dois tempos simultâneos se cruzem por um instante no meio do vídeo.

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