O que não pode ser dito ou… sobre apagamentos Em um mundo tratado como legível, como abordar os hiatos de significação? No texto, na imagem e na letra… no indizível. Como lidar com o que não é lido? Cicatrizes indeléveis, estas marcas podem estar inscritas no fundo de nossos olhos, como filtros para se ver através, determinando toda a possibilidade de sentido. Haverá, então, informação (textual ou imagética) que seja, realmente, uma novidade para o humano? (...)

 

 

Hiato - E S P A Ç O em branco para uma possível clarividência da informação

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Se se tomar ao pé da letra o que nomeia a pesquisa que atravessa os conceitos da proposta de Helô Sanvoy, não nos diria nada. Considerado o hiato, menos como simples regra gramatical e mais como metáfora artística, desvenda-se, em parte, o enigma que o artista nos traz.

Até onde ver ou até onde ler? Helô Sanvoy apresenta dois conjuntos de trabalhos bidimensionais e uma obra tridimensional, resumindo parte de sua produção entre os anos de 2012 e 2014. A proposta do artista  é exibir o desenvolvimento de seu projeto artístico com   pesquisas sobre distintos suportes e meios, como  desenho, recorte e objeto. Desta maneira ele revela como sua obra foi se construindo à medida que ia tecendo relações entre as linguagens verbal e visual, entre o visível e o legível, entre a palavra e a fotografia; esmiuçando o espaço do texto ou a estrutura gráfica da grid que separa e hierarquiza áreas de texto e de imagens; analisando aspectos que afetam o conteúdo de um texto como a leitura e a interpretação da diagramação, da repetição de padrões gráficos e do ritmo das palavras em linhas, blocos ou colunas. (...)

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